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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Foco de protestos, Tite se mostra preocupado com segurança

Foco de protestos, Tite se mostra preocupado com segurança

Treinador espera que descontentamento dos torcedores do Corinthians não atinja sua família

 

A pressão em cima do técnico Tite aumenta a cada dia. Apesar de a diretoria garantir a permanência do comandante alvinegro, mesmo com derrota para o São Paulo, a relação com os torcedores ficou insustentável. O técnico ainda não sofreu nenhuma ameaça direta à sua integridade física, mas soube que isso poderia acontecer.
- Tive a informação em relação a segurança da minha casa, mas não houve nada, quero deixar bem claro. Penso muito em relação a minha família, que é um coisa sagrada – disse o treinador demonstrando muita preocupação.
Tite preza muito pela própria segurança e dos seus familiares e espera que os protestos não extrapolem, como já aconteceu no próprio Corinthians no início dos anos 2000. Desde que Andrés Sanches assumiu o clube, ele sempre pregou a liberdade dos torcedores se manifestarem, sem que houvesse qualquer tipo de violência.
- Vamos ficar no limite do esporte, esse preço eu não pago, tudo tem um limite normal da coisa - afirmou o treinador.
emerson corinthians (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Emerson conversa com policiais durante treino no CT do Timão (Foto:Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
Mesmo perdendo a liderança depois da derrota para o Santos e tendo pela frente um clássico contra o São Paulo, a pressão poderia ser mais amena. Segundo o treinador, se ele tivesse uma conquista com o Corinthians a história seria outra.
- A paciência em relação ao treinador, com um carimbo de um titulo é maior. Quando conquista um título é diferente, dá um respiro maior, mas não tão grande. Se tivéssemos vencido o Campeonato Brasileiro no ano passado ou o Paulista não estaria toda essa pressão aqui - declarou o treinador.
Em uma das faixas que os torcedores colocaram em frente ao CT do Corinthians, as críticas eram direcionadas ao treinador e afirmavam que o técnico não tinha visão de jogo, liderança e sede de vitórias.
- Minha conduta profissional não vai ser pautada por nada que seja externa, não tem ameaça e não tem negociação - avisou o treinador.